O Vaticano voltou a colocar temas considerados delicados no centro do debate religioso ao divulgar um documento que fala sobre acolhimento, sofrimento e exclusão de pessoas LGBTQIAPN+ dentro da Igreja Católica. O texto reúne relatos de fiéis e também faz críticas diretas às chamadas terapias de conversão, conhecidas popularmente como “cura gay”. O conteúdo foi publicado nesta semana e rapidamente repercutiu entre religiosos e movimentos ligados aos direitos humanos. A proposta do relatório é abrir espaço para reflexão sobre questões pastorais e sociais consideradas urgentes.
Intitulado “Critérios teológicos e metodologias sinodais para o discernimento compartilhado de questões doutrinárias, pastorais e éticas emergentes”, o documento foi elaborado por um grupo formado por bispos, padres, uma freira e um leigo. Entre os pontos abordados, está o impacto emocional vivido por pessoas LGBTQIAPN+ que cresceram em ambientes religiosos marcados pelo medo, culpa e repressão. Em um dos trechos, o texto reconhece a existência de “solidão, angústia e estigma” enfrentados por esses fiéis, inclusive dentro da própria Igreja. O relatório ainda aponta que muitos acabam vivendo uma “vida dupla” para evitar julgamentos.
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