Companhia registrou lucro líquido de R$ 387 milhões no período, pressionada pela valorização do real, custos e instabilidade geopolítica.
A Klabin registrou lucro líquido de R$ 387 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 34% em relação ao mesmo período de 2025, quando o resultado havia sido de R$ 585 milhões. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira, 5 de agosto.
A receita líquida consolidada somou R$ 5,15 bilhões, recuo de 2% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado, indicador de geração operacional de caixa, ficou em R$ 1,96 bilhão, queda de 4% frente ao segundo trimestre do ano anterior. A margem Ebitda ajustada foi de 38%.
Segundo a companhia, o resultado foi afetado principalmente pela apreciação do real frente ao dólar, que pressionou receitas de exportação, além de impactos no custo dos produtos vendidos. A Klabin também citou um ambiente externo marcado por conflitos geopolíticos e pressão inflacionária de custos.
Mesmo com a queda no lucro, a empresa informou avanço de 1% no volume de vendas, que chegou a 1,018 milhão de toneladas no trimestre. O desempenho foi sustentado por aumento nos preços de celulose em dólar e de embalagens, além do crescimento dos volumes de papéis e embalagens.
A dívida líquida da Klabin encerrou o trimestre em R$ 24,03 bilhões, redução de 14% em relação ao ano anterior. A alavancagem em dólar ficou em 3,2 vezes, com queda de 0,1 vez frente ao trimestre anterior. Os investimentos somaram R$ 657 milhões, alta de 1% na comparação anual.
A companhia atua nos segmentos de papel, celulose e embalagens, áreas sensíveis ao câmbio, aos preços internacionais de commodities, à demanda industrial e ao custo de insumos. Em São Paulo, os resultados interessam diretamente ao mercado financeiro, investidores, fornecedores, cadeia logística e empresas que dependem de embalagens para setores como alimentos, higiene, varejo e exportação.
Serviço ao leitor:
Investidores devem acompanhar os comunicados oficiais da Klabin, documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários e informações de relacionamento com investidores antes de tomar decisões financeiras. Balanços corporativos não representam recomendação de compra ou venda de ações.
Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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