O sargento-mor Mohamed Mahudhee morreu durante uma operação de resgate nas Maldivas após sofrer doença da descompressão, condição grave que pode atingir mergulhadores que retornam à superfície rapidamente.
Durante mergulhos profundos, o organismo absorve grandes quantidades de nitrogênio devido ao aumento da pressão. Quando a subida acontece de forma acelerada, o corpo não consegue eliminar esse gás pelos pulmões a tempo, fazendo com que bolhas se formem na corrente sanguínea.
Essas bolhas podem bloquear vasos sanguíneos e comprometer órgãos vitais, provocando sintomas como dores articulares, tontura, falta de ar, alterações neurológicas, AVC, infarto e até parada cardiorrespiratória.
Para evitar o problema, mergulhadores seguem protocolos rigorosos de descompressão, realizando paradas durante a subida para permitir a eliminação gradual do nitrogênio. O tratamento dos casos graves é feito em câmaras hiperbáricas.
Mahudhee participava das buscas por quatro turistas italianos desaparecidos em uma região com cerca de 50 metros de profundidade, considerada de alto risco. Especialistas alertam que fatores como profundidade, tempo submerso, esforço físico e velocidade da subida aumentam significativamente o risco da doença, mesmo entre profissionais experientes.


